sábado, 20 de maio de 2017

Memórias de casos inventados

Que todo moleque é bicho curioso todo mundo sabe. Afinal quebra-cabeças e toda sorte de brinquedos que se encaixem de alguma forma fazem o maior sucesso no contexto infantil e no meio adulto. Aliás, pobres criaturas de coração mole e bolso fundo os pais diante da infinita malícia dos marqueteiros infantis. Mas antes disso, bem antes disso, anterior ao resultado vem a fabricação. O que me lembra que quando eu era adolescente e tinha lá meus adoráveis dezesseis anos comprei meu próprio exemplar do Kama Sutra numa feira de livros. E aprendam, senhores, se ainda não sabem, feiras são os piores melhores lugares do mundo. Questão é que comprei numa pechincha junto com um exemplar de Cálculo I emprestado e nunca devolvido,  e assim percebam como funciona a cabeça desta criatura. De modo que, como vocês já sabem, do Cálculo aprendi picas. Mas para aqueles que nunca deram uma boa folheada no clássico indiano adianto que não é bem por aí. O livro está mais para uma abordagem de um tipo de ioga voltada ao prazer. O que não o exclui e não torna de todo inútil, ademais moleque que é moleque quer ver figura, quer dar uma ilustrada nas ideias. E por que estou me recordando disso hoje? É que mais cedo dei com um catálogo de rascunhos e ilustrações bem parecido, não encontrei a autoria e também não havia qualquer identificação quanto à nomenclatura das posições. Pena. Felizmente foi muito mais divertido inventar nomes ao meu particular prazer. Claro que depois de categorizar tudo em "esse eu fiz", " esse não fiz" e "opa". Coisa super madura para quem sempre vai ter 16. 




































Ah... Só pra saber tem uma que eu não conhecia. Coloquei na minha categoria " opa". A gente fica velha e, graças a deus, não vê tudo. É foda. É foda.


8 comentários:

  1. Disse que de Cálculo, aprendeu picas. Acho que do kama sutra, também.
    em tempo : essa sentado em cima da bola, eu nunca fiz, vai que essa porra estoure.

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    1. Minhas habilidades com contas se resumem à 5 contra 1, dois e dois, um e um, 69... sascoisas... Com a bola é gostosinho, as bolas (de exercício) são puta resistentes. Achei que você ia adivinhar qual eu não tinha feito, mas pra matar logo a caçapa é a décima de baixo pra cima. No mínimo o cara ia precisar ter uma pau enorme e de borracha.

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  2. Esse negócio de livro de "práticas" é muito bizarro. Uma vez, na faculdade, encontrei um livro que seria a versão árabe do KamaSutra. O título é "Jardim das Delícias". Uma das formas descritas pedia um cavalo. Calma, o cavalo serviria apenas para montaria para o casal se divertir. Trotando ou a galope imagino que seria uma especie de vibrador animal. Muito voyeurismo pro meu gosto. Outra história idiota é que uma ricaça brasileira, feia pra caralho, tinha um trapézio acima de sua cama. Para finalizar, o sujeito que fez esses esboços deve ter ficado com o lápis molhadão ao acabar. Muito legal. JB

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  3. Encontrou onde, JB? Tava procurando sobre dinâmica e tropeçou no livro de sacanagem, foi? Kkk Imagina a receita, "você vai precisar de 1 (um) homem é 1 (um) cavalo". Oi?

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    1. Pra você ver! Existia la Engenharia uma COTEC - Coop de livros técnicos, que vendia também discos e literatura. Nessa época eu era duro, muito duro (em todos os sentidos...) e não comprava nenhum livro, mas gostava de vagabundar por lá, ficar olhando discos e livros (técnicos, nem pensar). E foi ai que eu vi esse manual (ficou esquisito esse "manual"). Mas tropecei na definição: o termo seria exibicionismo. não voyeurismo.

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    2. Pra você ver a ironia, não é. Dureza nem sempre é tão ruim.

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  4. Da mesma forma que uma exelente receita não atende a todos os paladares, uma sexy list, por mais diversificada que seja, não vai ser imutável e absoluta o ponto de extremo cartesianismo. Existem posições no kamaSuyra que nem ginasta olímpico Russo, executa com perfeição. Desse modo é bom ter um manual,sim, mas é morfologicamente necessário, adaptar ele, a nossa humana flexibilidade.

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    1. Parece que alguém aqui fez o dever de casa?!

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