segunda-feira, 10 de julho de 2017

PLANETAS (...)

Netuno

Negra escuridão, pálido azul
Foi uma bela
Variação da verdade
E eu me senti de mãos vazias

Você me deixou zarpar
Com madeira barata
Então eu remendei
Cada vazamento que eu pude
Até que a culpa ficou muito pesada.

Ponto a ponto eu rasguei
Se quebrantamento é uma forma de arte
Eu devo ser uma criança prodígio
Fio por fio eu desmoronei
Se quebrantamento é uma obra de arte
Certamente esta deve ser a minha obra-prima

Eu sou honesto apenas quando chove
Se eu cronometrar certo, o raio parte
Quando eu abro minha boca
Eu quero te dizer, mas eu não sei como

Eu sou honesto apenas quando chove
Um livro aberto com uma página arrancada
E minha tinta escorre
Eu quero te amar, mas eu não sei como

Eu não sei como
Não, eu não sei como
Eu não sei como.
Eu quero te amar, mas eu não sei como

Eu quero te amar

Negra escuridão, pálido azul
Estes oceanos selvagens
Sacodem o que sobrou de mim
Só para me ouvir clamar por misericórdia

Um forte vento em minhas costas
Então eu levanto a única vela que eu tenho
Esta cansada bandeira branca

Eu sou honesto apenas quando chove
Se eu cronometrar certo, o raio parte
Quando eu abro minha boca
Eu quero te dizer, mas eu não sei como

Eu sou honesto apenas quando chove
Um livro aberto com uma página arrancada
E minha tinta escorre
Eu quero te amar, mas eu não sei como
Eu não sei como, sei como, sei como
Eu quero te amar, mas eu não sei como
Eu quero te amar



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