terça-feira, 1 de maio de 2018

Paradoxos Noturnos

Há um monstro no espelho
E eu o vejo
Sempre
Assim quando acordo
Ao desembaraçar os cabelos
E quando subo cada um dos meus dedos
Às vezes despido de minhas longas asas negras
Às vezes com sua pálida carne
Quando treme
Quando me toca

Há um monstro no espelho
Que cru observa
Cada um dos meus pensamentos
Que me antecipa
A cada movimento
Vigila

E ele mora do outro lado
E ele nunca dorme
E eu moro do outro lado
E ele é igual a mim

Paradoxos quebrados dão bem mais que sete anos de azar (ainda bem)

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